Estava eu aqui, olhando o mundo girar, e pensei: "preciso postar algo, pois sim!"
Como não tenho nenhum texto preparado, vai a letra da música que por acaso começou a tocar no meu player.
SUPERMAN
So here I am
Doing everything I can
Holding on to what I am
Pretending I'm a superman
I'm trying to keep the ground on my feet
It seems the world is falling down around me
The nights are long, I'm singing the song
And trying to make the answers more than maybe
And I'm so confused about what to do
Sometimes i wanna throw it all away
So here I am
Growing older all the time
Looking older all the time
Feeling younger in my mind
And here I am
Doing everything I can
Holding on to what I am
Pretending I'm a superman
I'm trying to sleep
I lost count of sheep
My mind is racing faster every minute
what could I do more
Yeah I'm really not sure
I know I'm running circles but I can't quit
And I'm so confused
About what to do
Sometimes I wanna throw it all away
Controlling everything in sight
Feeling weak I don't feel right
Telling me I have to change
Telling me to act my age
But if all that I can do
Is just sit and watch them go
Then I'll have to say good-bye
Life's too short to watch it by
So watch it fly
So here I am
Growing older all the time
Looking older all the time
Feeling younger in my mind
So here I am
Doing everything I can
Holdin on to what I am
Pretending I'm a superman.
[Goldfinger]
sábado, 20 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Bem, outro conto bobo...

A geografia do corpo dela era algo magnífico de se observar naquela manhã. Os volumes sob o lençol, banhados pelo dourado do primeiro sol, as sombras arredondadas que lembravam as colinas amarelas de feno de sua infância. Até o cheiro de verde molhado que vinha do quintal incorporava-se à cena bucólica que o corpo dela evocava. Seus pés, brincalhões, escapavam de debaixo das cobertas, como lebres selvagens que vêm espiar o mundo após a chuva.
Por um átimo ele tem o impulso de agarrar a colina formada por suas nádegas, mas com isso ela seria apenas uma mulher, e não mais o cenário dos verões de sua infância, passados no sítio do avô. Decide, então, não se mover e percorrer com o olhar, o menino dentro dele excitado em cavalgar pelos prados e as colinas como um dom Quixote, flechar seus inimigos como Robin Hood ou apenas navegar Mississipi abaixo, Tom Sawyer e um imaginário Huck Finn.
A ondulação da respiração dela, suave ressonar, era o vento nos campos de trigo. "Mar dourado no meio do campo", como seu avô, sorriso desdentado, gostava de comentar, no fim das tardes. Era um mundo de Oz, onde ele via a magia brilhar ao sol. Tudo aquilo apenas nos cinco minutos em que a luz do sol matinal conseguia se esgueirar entre os prédios até a janela de seu apartamento. Cinco minutos, e sua amante anônima de uma grande festa de álcool e drogas em um fim de semana havia se tornado o sítio Flor de Maio.
"Que sorriso lindo", o sítio disse, se mexendo. "Esse sorriso é todo pra mim?"
Bom dia, flor de maio.
Ela sorri, adocicada pelo aposto usado. E se levanta, agora totalmente mulher, beleza nua em direção do banheiro.
E uma lágrima de fim de férias cai no travesseiro.
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Haha... quando comecei a escrever, notei que iniciava com "A geografia...". Então ofereço pra ThaiS [=
TM
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Bem, um conto antigo...
Cansado. Quase quarenta e oito horas sem sair de casa, comendo biscoitos e vendo nada na TV. Quase quarenta e oito horas com apenas quinze minutos de um cochilo, interrompido por uma ligação errada. O último bule de café esfriava sobre o fogão. Havia apenas três cigarros no último maço, sobre a mesa. Duas das três garrafas de vinho barato também já se foram. Cadernos do jornal de dois dias atrás amarelavam pela casa. Classificados na cama, notícias policiais pelo chão da sala, tirinhas no banheiro, sessão política no lixo.
Papel por todo o lado. Cortinas de papel entreabertas coavam o néon da madrugada jovem. A janela escancarada gritava os sons da noite para aquele buraco que era seu mundo há quase quarenta e oito horas. Papel embaixo do copo de café e de vinho. Aquilo podia ter sido uma boa poesia se ele não tivesse trocado o vinho pelo café. Quase quarenta e oito horas e a apenas três cigarros da loucura.
E a madrugada jovem e dançarina envelhecia e silenciava; sereno suave resfriando os rostos quentes que saíam das boates para o sexo. Quase quarenta e oito horas. Cuspiu o café gelado e rançoso na pia. Abriu o último vinho, acendeu um cigarro, tirou a roupa. Quase rasgou a cortina de papel ao revelar um corpo suado e pegajoso ao néon da rua, três andares acima do vento rasteiro que varria os restos de noite pela cidade. Cansado.
Meia garrafa e dois cigarros depois. Frio. Cinza leitoso e malvado se esgueirava do céu para seus pulmões. "Câncer nada! Um dia após o outro: isso sim mata o homem!" Enfiou uma calça e uma camisa de lã. Precisava dar um fim nisso. Quarenta e oito horas. Quanto mais precisava?
Levantou-se. A porta ou a janela? Último gole do vinho. Sorveu-o como um militar beijando qualquer garota antes da guerra. Último cigarro do maço. Acendeu-o. Apagou no braço.
Sair pela porta dói mais do que pela janela.
=============================================
Conto escrevido em dezembro ou novembro de 2009, na sala de casa, vendo TV. Era dia e eu nem estava deprê.
Papel por todo o lado. Cortinas de papel entreabertas coavam o néon da madrugada jovem. A janela escancarada gritava os sons da noite para aquele buraco que era seu mundo há quase quarenta e oito horas. Papel embaixo do copo de café e de vinho. Aquilo podia ter sido uma boa poesia se ele não tivesse trocado o vinho pelo café. Quase quarenta e oito horas e a apenas três cigarros da loucura.
E a madrugada jovem e dançarina envelhecia e silenciava; sereno suave resfriando os rostos quentes que saíam das boates para o sexo. Quase quarenta e oito horas. Cuspiu o café gelado e rançoso na pia. Abriu o último vinho, acendeu um cigarro, tirou a roupa. Quase rasgou a cortina de papel ao revelar um corpo suado e pegajoso ao néon da rua, três andares acima do vento rasteiro que varria os restos de noite pela cidade. Cansado.
Meia garrafa e dois cigarros depois. Frio. Cinza leitoso e malvado se esgueirava do céu para seus pulmões. "Câncer nada! Um dia após o outro: isso sim mata o homem!" Enfiou uma calça e uma camisa de lã. Precisava dar um fim nisso. Quarenta e oito horas. Quanto mais precisava?
Levantou-se. A porta ou a janela? Último gole do vinho. Sorveu-o como um militar beijando qualquer garota antes da guerra. Último cigarro do maço. Acendeu-o. Apagou no braço.
Sair pela porta dói mais do que pela janela.
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Conto escrevido em dezembro ou novembro de 2009, na sala de casa, vendo TV. Era dia e eu nem estava deprê.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Bem, outra conversinha...
Menina:
*mi mi mi mi
*shit
*sempre fico com preguiça de pintar as unhas da outra mão
Moi
*iuhaiuahiuahiuahiauha
*como vc consegue pintar as unhas de uma só mão e não pintar as da outra? eu achava que só era possível pintar as da outra msm
Menina:
*cuma?
Moi:
*tipo
*sua mao esquerda, por exemplo.... você pinta com a mao esquerda as unhas da direita, não é isso?
Menina:
*sim
Moi:
*então
*só da pra pintar as unhas da outra mao
*como vc tem preguiça de fazer o mais facil?!
Menina:
*....
*mas o dificil é pintar a mão direita
Moi:
*uai... pra isso vc pinta com a mao esquerda... quando vc pintou as unhas da mao direita, q mão vc usou?
Menina:
*dãa
*eu pintei as da mão esquerda
Moi:
*com q mão?
Ela:
*eu tenho preguiça é de fazer as unhas da mão direita
*direita
Eu:
*então
*vc usa uma mao pra cuidar da outra!
Cabi:
*então oque
Yo:
*não entendi sua preguiça
Ficou zangada:
*vai durmir tiago
*u__u
*mi mi mi mi
*shit
*sempre fico com preguiça de pintar as unhas da outra mão
Moi
*iuhaiuahiuahiuahiauha
*como vc consegue pintar as unhas de uma só mão e não pintar as da outra? eu achava que só era possível pintar as da outra msm
Menina:
*cuma?
Moi:
*tipo
*sua mao esquerda, por exemplo.... você pinta com a mao esquerda as unhas da direita, não é isso?
Menina:
*sim
Moi:
*então
*só da pra pintar as unhas da outra mao
*como vc tem preguiça de fazer o mais facil?!
Menina:
*....
*mas o dificil é pintar a mão direita
Moi:
*uai... pra isso vc pinta com a mao esquerda... quando vc pintou as unhas da mao direita, q mão vc usou?
Menina:
*dãa
*eu pintei as da mão esquerda
Moi:
*com q mão?
Ela:
*eu tenho preguiça é de fazer as unhas da mão direita
*direita
Eu:
*então
*vc usa uma mao pra cuidar da outra!
Cabi:
*então oque
Yo:
*não entendi sua preguiça
Ficou zangada:
*vai durmir tiago
*u__u
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Bem, uma historinha do Buk...
Certa vez um menino foi atropelado na faixa de pedestres por um cara embriagado, que fugiu. O menino, então, foi socorrido e levado a um hospital, onde a enfermeira esfregava os joelhos dele com pedaços de algodão embebidos em alguma coisa que ardia muito, assim como os cotovelos dele também ardiam.
*O médico e a enfermeira se curvavam pra ele, sobre a cama, e a luz do sol entrava pela janela. Parecia muito agradável. O médico sorriu, e a enfermeira se endireitou e também sorriu. Era legal ali.
*o medico perguntou o nome do menino. "Henry". "Henry do que?" "Chinaski"
*O médico achou que era polonês, mas o menino era alemão. "Porque ninguem quer ser polonês?", pergunta o médico. "Nasci na Alemanha", o menino respondeu. "E onde você mora?", foi a vez da enfermeira. "Com meus pais". "Sério? E onde fica isso?"
*Mas o menino nao responde, mais preocupado com a dor nos joelhos e cotovelos. Contaram pra ele que ele foi atropelado, e que, por sorte, as rodas não pegaram. "O senhor tem uma enfermeira muito bonita", o menino diz, e a enfermeira agradece.
*Depois conseguem o endereço do menino [vou resumir... ta ficando chato], e chamam o pai dele, que era um cara meio malvado. O pai dele chegou lá e, sem uma palavra, o arrastou pra fora da cama. "Seu pequeno desgraçado! Não lhe ensinei a olhar para os dois lados antes de atravessar a rua?". Passaram pela recepção, e a enfermeira deu adeus pro Henry. Entraram em um elevador, com um velho numa cadeira de rodas. Tinha uma enfermeira parada atrás dele. O elevador começou a descer.
*"acho que vou morrer", dizia o velho, "não quero morrer. tenho medo de morrer...". O pai de Henry olhou feio e resmungou: "Você já viveu o bastante, velho cretino!" O velho olhou pro pai do menino espantado. O elevador parou, e a porta continuava fechada. O ascensorista, um anão vestido num resplandescente uniforme vermelho, com um boné da mesma cor, olhava pro pai do menino, e disse "Cavalheiro, o senhor é um sujeito repugnante!".
*"Tampinha", disse o pai,"abra já essa merda ou vou abrir é o seu cu." A porta se abriu.
================================
Livremente copiado do livro Misto Quente, de Charles Bukowski.
Uma salva de palmas pra ele, pessoal!
*O médico e a enfermeira se curvavam pra ele, sobre a cama, e a luz do sol entrava pela janela. Parecia muito agradável. O médico sorriu, e a enfermeira se endireitou e também sorriu. Era legal ali.
*o medico perguntou o nome do menino. "Henry". "Henry do que?" "Chinaski"
*O médico achou que era polonês, mas o menino era alemão. "Porque ninguem quer ser polonês?", pergunta o médico. "Nasci na Alemanha", o menino respondeu. "E onde você mora?", foi a vez da enfermeira. "Com meus pais". "Sério? E onde fica isso?"
*Mas o menino nao responde, mais preocupado com a dor nos joelhos e cotovelos. Contaram pra ele que ele foi atropelado, e que, por sorte, as rodas não pegaram. "O senhor tem uma enfermeira muito bonita", o menino diz, e a enfermeira agradece.
*Depois conseguem o endereço do menino [vou resumir... ta ficando chato], e chamam o pai dele, que era um cara meio malvado. O pai dele chegou lá e, sem uma palavra, o arrastou pra fora da cama. "Seu pequeno desgraçado! Não lhe ensinei a olhar para os dois lados antes de atravessar a rua?". Passaram pela recepção, e a enfermeira deu adeus pro Henry. Entraram em um elevador, com um velho numa cadeira de rodas. Tinha uma enfermeira parada atrás dele. O elevador começou a descer.
*"acho que vou morrer", dizia o velho, "não quero morrer. tenho medo de morrer...". O pai de Henry olhou feio e resmungou: "Você já viveu o bastante, velho cretino!" O velho olhou pro pai do menino espantado. O elevador parou, e a porta continuava fechada. O ascensorista, um anão vestido num resplandescente uniforme vermelho, com um boné da mesma cor, olhava pro pai do menino, e disse "Cavalheiro, o senhor é um sujeito repugnante!".
*"Tampinha", disse o pai,"abra já essa merda ou vou abrir é o seu cu." A porta se abriu.
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Livremente copiado do livro Misto Quente, de Charles Bukowski.
Uma salva de palmas pra ele, pessoal!
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Bem, alguns crimes...
Disseram-me uma vez que têm medo de mim. Também disseram que o medo que têm não é exatamente de mim, mas do que eu aparento ser, do que eu transmito, enfim, têm medo do que eu penso, ou do que pensam que eu posso estar pensando.
Não me temem, de fato, mas temem a si mesmos, espelhados em uma imagem mental interna que encarnam em mim. Temem a sujeira e tudo que eles têm em si e colocam o meu rosto ali. "Quem não deve, não teme", certo? Certo?! Quem não tem um lado escuro dentro de si, não pode pôr a minha [ou qualquer outra] cara como máscara. Logo, não personificam o mal, pois esse mal não existe. Logo, não me teme. Pena que tal pessoa não exista.
Eu nunca dei motivo a ninguém para me temer. Mas são burros. Dão uma faca na mão do assassino e gritam a plenos pulmões "corte-me a garganta, antes que alguém chegue!". Eu rio. Eu rio muito, pois a arma que me botam na mão é um poder que eu não teria, se eles não me dessem. O poder do medo, do horror.
Sim, eu poderia ser mau e dominar pelo terror. Silentemente, já acontece assim. Porém eu faço questão de mostrar a eles que eu não sou um ser das trevas, como eles me vestem. Então, com isso, conquisto outra arma. Uma, o terror que eles ainda têm, mas reprimem em função da outra, mais sutil e mais vigorosa: a simpatia.
Eu gostaria de ser um serial killer. Não, não gostaria, mas poderia, se quisesse. Tenho as armas, os motivos, as ocasiões... Sou o suspeito ideal de qualquer aspirante a detetive. Porém, prefiro o assassinato silente da vida social. O "assassinato" que posso fazer sem ter corpos, sangue, sujeira. O assassinato que mantém minhas vítimas vivas e próximas.
E se você acreditou nisso tudo, é uma excelente vítima. Se não acreditou, já está morto ;D
Não me temem, de fato, mas temem a si mesmos, espelhados em uma imagem mental interna que encarnam em mim. Temem a sujeira e tudo que eles têm em si e colocam o meu rosto ali. "Quem não deve, não teme", certo? Certo?! Quem não tem um lado escuro dentro de si, não pode pôr a minha [ou qualquer outra] cara como máscara. Logo, não personificam o mal, pois esse mal não existe. Logo, não me teme. Pena que tal pessoa não exista.
Eu nunca dei motivo a ninguém para me temer. Mas são burros. Dão uma faca na mão do assassino e gritam a plenos pulmões "corte-me a garganta, antes que alguém chegue!". Eu rio. Eu rio muito, pois a arma que me botam na mão é um poder que eu não teria, se eles não me dessem. O poder do medo, do horror.
Sim, eu poderia ser mau e dominar pelo terror. Silentemente, já acontece assim. Porém eu faço questão de mostrar a eles que eu não sou um ser das trevas, como eles me vestem. Então, com isso, conquisto outra arma. Uma, o terror que eles ainda têm, mas reprimem em função da outra, mais sutil e mais vigorosa: a simpatia.
Eu gostaria de ser um serial killer. Não, não gostaria, mas poderia, se quisesse. Tenho as armas, os motivos, as ocasiões... Sou o suspeito ideal de qualquer aspirante a detetive. Porém, prefiro o assassinato silente da vida social. O "assassinato" que posso fazer sem ter corpos, sangue, sujeira. O assassinato que mantém minhas vítimas vivas e próximas.
E se você acreditou nisso tudo, é uma excelente vítima. Se não acreditou, já está morto ;D
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