sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Bem, mais uma poesia noturna...

Aquele rapaz ali na calçada, cabisbaixo, pensativo, sou eu.
Aquele distinto senhor que esconde anos e esqueletos em todos os empoeirados armários de sua vida sou eu.
Aquela moça esvoaçante, toda olhos e sorrisos, sou eu.
Aquela criança de joelhos ralados e toda a esperança do mundo sou eu.
Aquele poeta sonhador de pena reticente sou eu.
Aquele bêbado que namora a lua sou eu.
Aquele velho frade de joelhos cansados e coração divinamente em paz sou eu.
Aquela bituca de cigarro abandonada após seu breve prazer sou eu.
Aquela pedra que caminha chutada por todas as estradas sou eu.
Aquele resto de tinta no pote do pintor sou eu.
Aquele destroço de naufrágio encalhado na praia sou eu.
Aquela vela apagada sou eu.
Aquele suspiro no escuro sou eu.
Aquele fim de mundo sou eu.

... E eu, quem sou?

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Bem, uma noite, uma caneta...

E quem é que não gosta de viver?

Sons da noite vêm e vão. Chuva caindo morosa, preguiçosa. Leve brisa resfriada, molhada, levando ao longe a azul fumaça do cigarro já quase no fim. Quisera eu ser tal fumaça levada para todos os cantos do mundo, sem dor, sem medo, me abrindo e me tornando um com tudo.
Esforçando-me para isso, acendo apressadamente outro cigarro. Meu corpo, porém, torna-se cada vez mais frustradamente sólido.
Ainda estou aqui.


Hoje uma folha caiu da árvore e eu entendi. Entendi todo o mistério do transitório ao perene. Entendi toda a vida, toda a morte, todo propósito e todo acaso. Entendi o porque de se movimentar, o porque de ficar, o porque de ser. Isso! Entendi o ser.
Amanhã, já me esqueci.


Tem tanta gente assim no mundo mesmo?!

domingo, 16 de janeiro de 2011

Bem, um texto velho achado no quarto...

"tem gente demais com medo de falar contra as bixas - intelectualmente. assim como existe gente demais com medo demais de falar contra a esquerda - intelectualmente. não tenho o menor interesse por onde vai a coisa -só sei que tem gente demais com medo." [Charles Bukowski]

e eu só sei que tem bixas demais.

e idiotas demais. ou melhor, só idiotas.

eu não acho que exista a paranóia. apenas momentos de atenção concentrada.

um cara da facul estava me contando uma história de suas paranóias. ele disse que o padrasto de uma guria que ele quer pegar (envolve uma história idiota sobre o velho idiota que quer comer a enteada) anda mandando vigias atrás dele. E um vigia, um idiota de azul, acabou de passar na nossa frente.
Porque os idiotas acham que se vestir com uma camisa azul, pólo ou coisa que o valha, vai torná-los mais inconspícuos. É um padrão. Todos os idiotas de azul são suspeitos. Se não mais, pelo menos o mesmo tanto que os outros idiotas que se vestem de outra maneira.
O assunto é paranóia. E eu já notei, sempre que estou namorando/ficando/de rolo com alguém, parece que as mulheres me olham. Que inferno. Porque não chove na horta seca? Isso é de deixar qualquer infeliz puto da vida.
e idiotas. idiotas por toda a parte, como caracóis que sobem em pequenas plantas roxas para respirar após a chuva. idiotas sempre achando coisas idiotas para fazer, falar, foder, o que for. idiotas que te pagam um trago só por você ter falado duas coisas engraçadas, que você leu ou ouviu em algum lugar. porque idiotas sempre falam que "têm que ir", fazer ou o que for, e logo após falam que não querem ir. Dizem algo sobre liberdade, e ainda assim se submetem e fazem coisas que não estão a fim. se não são idiotas os que fazem isso, o que são?
idiotas e bixas. um esgoto cheio de merda. uma bixa reclama com o cara que lhe mete no cu: "ai, só tem gente feia aqui". PORRA, vai se foder. Jô Soares, um grande idiota, disse: "se faz 50º à sombra, sai da sombra". caralho, idiotas e bixas e bixas idiotas. que merda. paranoicamente falando, parece que todos estes caracóis se reúnem à minha volta, querendo ir comigo a um bar e escutar as coisas que eu "tenho" a dizer. será que idiotas realmente se interessam pelo que eu tenho (de fato) a dizer? É por isso que eu costumo só dizer o que eles querem ouvir, e deixo eles pagarem a minha cerveja.
O tal vigia idiota de azul não apareceu mais. será que a paranóia do tal cara da facul se curou ao passá-la para mim, como um soluço ou bocejo?
em compensação, cada idiota que passa aqui fica olhando-me escrever. PORRA. se você está em uma universidade, será tão ANORMAL assim encontrar um cara sentado no chão escrevendo? e o pior: idiotas imitam-se uns aos outros. o chão estava vazio; sentei-me em um lugar estratégico, entre o bebedouro e a entrada da sala de aula e escrevi um pouco. Logo chegou o tal cara e contou a história do idiota de azul que o estava seguindo. e agora, além de mim, tem mais dois caras sentados no chão, além das 4 pessoas na mureta onde caracóis rastejam. Minha paranóia está chegando a um limite.

"me canso fácil dos preciosos intelectos que precisam cuspir diamantes toda vez que abrem suas bocas." [C B]

será que, como o BigB, eu sou um dos poucos que detesta este tipo de intelectualismo de merda? Numa universidade, então, o fundo é ainda mais pesado. se eu não soubesse que tantos professores são tão ou mais idiotas quanto seus ouvintes, eu até chegaria a ter pena deles. mas parece que eles gostam.
universidade: diamantes como merda cristalizada, e bocetas desfilando em saias esvoaçantes. Hippies sujos (mas limpos), que vêm à universidade com seus dreadlocks, roupas amarrotadas e desbotadas, chinelos e miçangas, no carro do ano que papai comprou. merda cristalizada e fria.
dizem que eu tenho esta raiva contida. não é raiva. não mesmo. estou cagando pra esta merda toda. o chato é que me tratam como a um igual. eu sei da minha idiotice, não preciso de outros me mostrando o quão idiota eu sou. Eles ficam com essas idéias pré-moldadas de "o existencialismo é isso", o diabo. suas sandálias de couro de R$ 50,00, suas calças folgadas, feitas para parecerem de gente largada, homens de cabelos longos e sujos, mulheres de cabelos curtos e aqueles óculos idiotas, para fazerem pose. uma merda.
e eles ainda passam me olhando, só porque eu não me visto como eles, ou não ando por aí arrastando chinelos, vagabundeando, e estou sentado no chão, entre o bebedouro e a sala, escrevendo. uma vez disse que a palavra "universitário" é uma expressão chula demais para designar o vagabundo. ele foi o único que concordou comigo.
paranóia? idiotas enchendo este mundo, indo às cadeiras dos líderes, sendo formadores de opinião. e a revolução é algo cada vez mais utópico, sendo que, direita ou esquerda, prós ou contra, capitalistas ou comunistas, todos são idiotas, e pior, universitários.

A droga do meteoro caiu muitos anos antes da hora certa. Matou os inocentes, os dinossauros. Se ele caísse agora, eu acreditava e agradeceria a Deus.


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Textinho escrito numa noite de ócio na UnB, com Bukowski e café, em 2007. Bacana relê-lo xD

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Bem, conversinhas etílicas com minha mãe...








Ato 1, cena 1

Eu na sala, digitando ao computador. Minha mãe chega em casa, ouve o barulho do computador e grita da área de serviço:

-Coração!!!


Vem até a sala e me vê no pc. Faz muxoxo de desânimo. Eu respondo:

-Não sou seu coração... seu coração é o outro.

Ela tenta recuperar o amor do filho, brincando:

-Então é meu fígado.

Minha resposta, sem tirar os olhos da tela do computador:

-Não posso ser o fígado.. bebo mto álcool.

Fingindo preocupação de mãe:

-Vou te levar no AA, filho... domingo é a reunião.

Enfim, olho-lhe nos olhos:

-Nem rola, mãe... domingo é dia de boteco.



segunda-feira, 26 de julho de 2010

Bem, alice in chains...


"Good Night..."
Yeah, it's over now, but I can breathe somehow
When it's all worn out, I'd rather go without

You know it's been on my mind
Could you stand right there
Look me straight in the eye and say
That it's over now

We pay our debt sometime

Well it's over now, yet I can see somehow
When it's all gone wrong, it's hard to be so strong

You know it's been on my mind
Could you stand right there
Look me straight in the eye and say
That it's over now

We pay our debt sometime
Yeah, we pay our debt sometime
We pay our debt sometime
Yeah, we pay our debt sometime

Guess it's over now, I seem alive somehow
When it's out of sight, just wait and do your time

You know it's been on my mind
Could I stand right here
Look myself in the eye and say
That it's over now

We pay our debt sometime
Yeah, we pay our debt sometime
We pay our debt sometime
Yeah, we pay our debt sometime


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Over Now - Alice in Chains

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Bem, alguns desejos y otras cositas...

Hoje, como em muitos momentos tediosos da vida, fiquei pensando em coisas que eu pediria ao gênio da lâmpada, caso eu encontrasse alguma.

Um dos desejos que me ocorreu foi: um transporte coletivo bom, 24 horas por dia e gratuito (essa última parte seria para mim, claro).
Porém, também me ocorreu que o gênio seria mais bem humorado e sacana do que pretendem alguns programas "humorísticos" da Globo. Certamente, algo parecido com o gênio das piadas mais famosas que conhecemos (caso você não conheça nenhuma, saia da internet e vá beber em algum boteco); em se tratando de piada, a minha vida é bem parecida com muitas delas, não necessariamente as boas. Bem, como o gênio seria, muito provavelmente, um filho da puta de marca maior, é bem provável que ele me transformasse em um velho ou em um paraplégico, conseguindo, assim, minha gratuidade.

Nesse ponto do devaneio solitário e inócuo a respeito desse desejo e suas conseqüências, estaria eu, então, arrastando minha velhice ou minha cadeira de rodas pelos bares por aí, e ouviria (espero não ser um velho surdo) os alegres e ébrios jovens conversando: "Ei, cê já ouviu aquela do cara que pediu pra nunca mais pagar pra andar de ônibus e o gênio transformou ele em um cadeirante? (ou em um velho, dependendo do final da piada)"

Pois bem, pensei eu com meus botões, ainda considerando seriamente a hipótese do gênio me sacanear, pelo menos eu teria dois desejos. Lógico que um deles eu teria que gastar pedindo pro maldito gênio me fazer voltar ao "normal", e o outro, de acordo com as tradições, seria para ele voltar para dentro da lâmpada. Pelo menos ainda teríamos um bom transporte coletivo, e 24 horas por dia.


Eu poderia transformar este devaneio da hora do cigarro em um conto, se eu quisesse, mas não seria um conto engraçado como foi na minha mente. Via de regra, meus contos não são engraçados, e assim, não refletem meu pensar social. Socialmente, sou razoavelmente sádico, meio escroto com todo mundo, mas sempre engraçado, ao menos pra mim. Já meus costumam trajar emoções que eu freqüentemente não sinto a não ser que eu queira, e eu usualmente me faço sentir isso mais quando estou sozinho, em especial nas tediosas noites de quinta feira, como essa em que escrevo isso (tecnicamente já é sexta, às 3:46 da madrugada, mas era noite de quinta quando escrevi no papel > meu processo criativo costuma ter muita vergonha diante de telas e teclados, mas deita e rola sobre o papel).

(Nem todas as quintas feiras são assim, solitárias e tediosas, e nem sempre é noite quando me encontro em um momento desses que costumam me fazer ter vontade de escrever. Na verdade, momentos solitários e tediosos são momentos que me deixam assim, louco pra escrever algo, e mil idéias surgem. Só chamei esses momentos de Tediosas Noites de Quinta Feira porque agora é uma noite de quinta feira bem tediosa. Mesmo assim, têm seu valor por me darem um tesão danado pra escrever).

É estranho verificar o tipo de coisa que escrevo, basicamente nos contos, claro, que fogem tanto à minha personalidade social, porque surpreendem a quem tem o prazer (?) de me conhecer socialmente.


Danem-se, mas o fato é: na pausa pro cigarro tudo isso que estou escrevendo me ocorreu... 4, 5 minutinhos e essas coisas todas. Eu me espanto ao ver como meu tédio pode ser produtivo.

Por exemplo, eu vi um motoboy entregador de pizza que tinha um celular bem melhor que o meu. Não o invejo, mas creio que é estranho ver uma raça que odeio (motoboys) com um requinte tecnológico que me atrairia o interesse. Tal estranheza se transformou em raiva. Tá, talvez eu tenha inveja dele.
Meu consolo (que não é material, como ter um notebook... droga! quero um notebook) é poder pensar que ele deve ter dividido em 666 prestações e vai ficar pagando aquele treco até o filho dele ir pra faculdade.
O problema de estar entediado, vejam bem, é que minha mente é uma puta amarga e velha, que nunca me deixa ter nenhuma satisfação. Neste caso, mal pensei algo ligeiramente agradável, minha mente me fez realizar que, quando o motoboy terminar de pagar a droga do celular com touch screen, eu ainda estarei com um celular velho e fodido.


Enfim... enquanto escrevia a história triste do motoboy [no papel], lembrei de uma conversa boba (falo como se houvesse outro tipo) na UnB a respeito do gosto de coisas que nunca provei (nem quero/precisei provar) mas que sabia como elas "sabem ao paladar" [pesquisem].

Em dado momento, um guri comentou algo sobre sinestesia [pesquisem] e a menina que queria provar que a minha teoria [nota: minha teoria era a de que muitas coisas sabemos o gosto ao senti-lo pelo cheiro] estava errada simplesmente comenta "Eu sou muito sinestésica".

É claro, eu ri de lado, já disposto a procurar qualquer outro assunto ou lugar (sim, o papo tava extremamente chato). A moça, caçando mais briga, perguntou de uma maneira ofensiva: "Tá rindo do quê?"
Era óbvio [para mim, ao menos] que eu ria da contradição a que ela se submetera tolamente. Mas eu não pude me conter e respondi:

-Nada. Isso só me pareceu uma frase que alguém diria no Big Brother. "Ah, sou um cara social, vou ser parceiro na casa." "Ah, tenho uma personalidade revolucionária. Muita gente pode não gostar de mim, mas sei lutar pelo meu espaço." "Ah, sou muito sinestésica. Posso ver cores ao ouvir música. Vai ser legal a experiência na casa."

Ninguém dos presentes riu, exceto eu, que ri agora das três situações (a contradição dela, a situação imaginária que eu descrevi e a cara dela e dos panacas em volta tentando entender). É... a universidade é o templo do saber...


Bem, acabei de me lembrar de um desejo [voltando ao assunto inicial] que eu normalmente penso, já faz uma boa dúzia de anos: a nota de cinqüenta reais eterna no bolso.
Seria uma nota que aparece no meu bolso sempre que ela acabar... Quando todo o dinheiro destes cinqüenta reais mágicos acabarem, aparece outra. Ou não, tiro as notas sucessivamente e sempre tem mais uma dentro do bolso.... Boa!

Pelo menos não terei que virar um velho ou um paraplégico. Na verdade, com esse desejo da nota, posso ir de táxi, então que se foda quem anda de ônibus/metrô.

sábado, 12 de junho de 2010

Bem, uma historinha de Thor e Loki...

Muitos anos atrás, Loki, o Andarilho dos Céus, encontrou-se com Thor, o rei das tempestades. Loki, malévolo e de loqüência fluente, acabou fazendo com que o poderoso Thor se convencesse de que estava impotente, e que isso era mal, sendo que Sif, sua mulher, a de bela cabeleira, poderia chatear-se e trocá-lo por um animal. Thor, então, preocupado, quis saber qual seria a causa de sua impotência. Loki, aparentando ser um médico e enganando o não muito brilhante intelecto do tempestuoso Thor, disse-lhe que era porque o deus dos raios estava grávido. Sim, grávido. Thor, que não é o mais esperto dos deuses, acabou acreditando.

Loki, então, no papel de curandeiro, disse-lhe que lhe daria uma receita que o faria sentir-se melhor e faria com que sua gravidez corresse bem.

-"Tire as roupas e fique deitado e bruços até que eu venha fazer seu parto, poderoso deus do trovão."- disse Loki, o ardiloso.

Thor, obediente como uma criança cega, fez o que o pretenso médico tinha falado. Loki deu-lhe azeite como remédio e pintou a bunda do grandioso deus que cavalga bodes de azul, e enfiou-lhe uma rolha no cu. Até hoje quando perguntam-lhe: "Porque fizeste isso, Loki?", sua resposta é apenas uma: "Achei divertido." Convencido de que seu médico estava ajudando, Thor submeteu-se ao "tratamento" subservientemente, enquanto Loki deixava-o lá e ia dormir com Sif, a bela esposa do deus supostamente grávido. Claro que Loki não foi dormir com ela apenas pela beleza e o sexo, mas sim porque sabia que os resultados seriam trágicos se Thor descobrisse.

Assim sendo, Thor ficou com a rolha no rabo por uma semana e um dia, de acordo com as ordens médicas, enquanto seu intestino não parava de trabalhar. Como a pressão interna aumentava, a dor de barriga também, até ser quase insuportável. Thor, porém, resignado, agüentava, pois sabia que era comum na gravidez sentir tais dores.

Entrou na alcova de Thor, então, Ratatosk, o esquilo que mora nos galhos de Yggdrasil, a árvore do mundo. E, como qualquer esquilo, Ratatosk era curioso. Subiu, então, na tensa bunda azul de Thor, viu a rolha e a arrancou...

THRRRRRRRPPPPPP!!!

A explosão de merda que fora curtida durante oito dias nos intestino do senhor das tempestades foi épica.

O poderoso Thor, após ter seus intestinos esvaziados compulsoriamente, ainda confuso pela tempestade de seus próprios excrementos, sentou-se, olhou ao redor, e viu Ratatosk caído no chão, atordoado. Lentamente, com mãos tão grandes quanto pernis, ele apanhou o animalzinho e o encarou. Então, com um movimento pesado, ele abraçou o roedor.

-"Você é feio", disse o deus, "é peludo e está coberto de merda... Mas é MEU e eu te AMO!"





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Adaptado da anedota contada em Sandman nº 59.