Disseram-me uma vez que têm medo de mim. Também disseram que o medo que têm não é exatamente de mim, mas do que eu aparento ser, do que eu transmito, enfim, têm medo do que eu penso, ou do que pensam que eu posso estar pensando.
Não me temem, de fato, mas temem a si mesmos, espelhados em uma imagem mental interna que encarnam em mim. Temem a sujeira e tudo que eles têm em si e colocam o meu rosto ali. "Quem não deve, não teme", certo? Certo?! Quem não tem um lado escuro dentro de si, não pode pôr a minha [ou qualquer outra] cara como máscara. Logo, não personificam o mal, pois esse mal não existe. Logo, não me teme. Pena que tal pessoa não exista.
Eu nunca dei motivo a ninguém para me temer. Mas são burros. Dão uma faca na mão do assassino e gritam a plenos pulmões "corte-me a garganta, antes que alguém chegue!". Eu rio. Eu rio muito, pois a arma que me botam na mão é um poder que eu não teria, se eles não me dessem. O poder do medo, do horror.
Sim, eu poderia ser mau e dominar pelo terror. Silentemente, já acontece assim. Porém eu faço questão de mostrar a eles que eu não sou um ser das trevas, como eles me vestem. Então, com isso, conquisto outra arma. Uma, o terror que eles ainda têm, mas reprimem em função da outra, mais sutil e mais vigorosa: a simpatia.
Eu gostaria de ser um serial killer. Não, não gostaria, mas poderia, se quisesse. Tenho as armas, os motivos, as ocasiões... Sou o suspeito ideal de qualquer aspirante a detetive. Porém, prefiro o assassinato silente da vida social. O "assassinato" que posso fazer sem ter corpos, sangue, sujeira. O assassinato que mantém minhas vítimas vivas e próximas.
E se você acreditou nisso tudo, é uma excelente vítima. Se não acreditou, já está morto ;D
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Bem, um conto...

O Menino e a Pedra
Era uma vez um menino calado, que todos achavam que era meio bobo. Mas ele não era nada bobo. Na verdade, talvez fosse o menino mais esperto do mundo, só que ninguém sabia. Um dia ele acordou, arrumou a cama, colocou a roupa da escola, escovou os dentes e penteou o cabelo. Sua mãe já tinha preparado o café, que ele comeu tudo, bem quieto. Deu um beijo na bochecha da mãe e saiu pra aula. No caminho, ele encontrou uma pedra brilhante, muito brilhante. Ele sabia que pedra era aquela, pois ele era esperto e lia muito, mas a pedra não sabia quem era aquele menino calado, pois ele era o único menino da cidade que nunca a havia chutado. Ela viu o menino seguir seu caminho e ficou lá, sozinha.
Horas depois, o menino vinha novamente pelo caminho e olhou pra ela com interesse, mas também desta vez não a chutou. Assim seguiram os dias, um cada vez mais interessado pelo outro, mas não faziam nada mais do que se olharem por alguns segundos por vez. Um dia, a pedra, já cansada de tanta curiosidade chamou o menino, e o menino se espantou, pois a pedra sabia falar. Então, ele chamou a pedra pelo nome, e a pedra se espantou mais ainda, porque, além de ele saber falar, ele ainda sabia o nome dela. Eles começaram então a conversar e o menino ficou encantado com as coisas que a pedra sabia, e a pedra ficou ainda mais encantada com as coisas que o menino sabia, e ele sabia muitas coisas.
Assim, todo dia ao ir e voltar da escola, o menino parava pra conversar com a pedra, e um contava coisas pro outro, e eram as conversas mais legais e as histórias mais divertidas que se podia ouvir. Porém, logo a pedra ficou triste, pois as histórias dela estavam acabando, e o menino sempre tinha mil coisas pra falar. Ela foi ficando cada dia mais quieta e triste, e o menino, que era esperto, notou.
-"Dona pedra... porque você anda tão triste?", ele perguntou.
E ela falou que estava triste porque não sabia tantas coisas, e que queria contar muitas coisas para o menino, como ele contava pra ela.
O menino, então, teve uma boa idéia: levou a pedra para a beira de um caminho muito movimentado. Assim a pedra poderia ver muita gente e teria muitas histórias para poder contar a ele. A pedra, é claro, ficou super contente, pois fazia muito tempo que ela não saía do lugar. No dia seguinte, o menino, ansioso por saber as novidades de sua amiga pedra, acordou bem cedinho e se aprontou rápido e ansioso, deu um beijo estalado na bochecha da mãe e saiu correndo pra estrada movimentada onde deixara sua amiga pedra. Ao chegar lá, não a viu.
"Alguém deve ter chutado... ela deve estar logo ali", pensou ele.
E foi até ali e novamente não a encontrou. Repetindo o pensamento, andou sem rumo pela estrada até o sol se pôr, sem encontrar sua amiga. Ele então viu que não sabia mais como voltar pra casa, e decidiu perguntar pra uma pedrinha que estava por ali, mas essa pedrinha não sabia falar. Ele, então andou a noite toda, perguntando de pedrinha em pedrinha, mas sem sucesso, pois essas pedrinhas não eram como sua amiga. Por sorte do destino, que costuma proteger os meninos espertos que lêem e prestam atenção à sua volta, conseguiu achar o caminho de casa, e encontrou sua mãe muito preocupada. Mesmo vendo a preocupação da mãe, que gostava muito dele e sabia que ele era esperto (embora ninguém mais soubesse disso), ele só pensava na pedra.
Muitos anos depois, ele já tinha crescido, e tinha um bom emprego, uma esposa bonita e uma filha amável. Mas ainda sentia falta da pedra, que tinha sido muito importante para ele. Por causa disso, ele trabalhava com pedras... era joalheiro. Todos os dias via e mexia com várias pedras, mas nenhuma delas era a sua pedra.
Até que, um dia, sua filha chega em casa e anuncia que vai se casar. Nesse momento, como se uma pedra acertasse sua cabeça, ele percebeu como estava velho e que passara tanto tempo pensando na pedra, sem nem perceber sua vida passando diante dele. Decide, então, viver pra filha e pela felicidade de sua família e dos netos que viriam. Nessa noite, deu uma festa, comemorou e bebeu com o genro. No meio da algazarra que ele decidiu fazer por sua filha, ouve uma vozinha, bem baixinha, dando uma risadinha. Ele se assusta, é claro, pois era uma voz muito familiar. Todos aos poucos se calam, espantados, pois era a primeira vez que eles o viam sorrindo, e também a primeira vez que o viam chorando. Nesse momento, ele encontrou sua amiga pedrinha no anel de noivado da filha.

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[história criada pra uma amiga que estava sem sono]
domingo, 4 de outubro de 2009
sábado, 3 de outubro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Bem, meus novos deusezinhos...
Yeba yeba yeba yeba
yeba pok yeba yeba
yeba yeba pok yeba
yeba yeba yeba pok
yeba yeba yeba yeba
yeba pok yeba yeba
yeba yeba pok yeba
yeba yeba yeba pok
yeba yeba yeba yeba
yeba pok yeba yeba
yeba yeba pok yeba
yeba yeba yeba pok
yeba yeba yeba yeba
yeba pok yeba yeba
yeba yeba pok yeba
yeba yeba yeba pok
yeba yeba yeba yeba
yeba pok yeba yeba
yeba yeba pok yeba
yeba yeba yeba pok
Yeba é o Senhor!
Pok é mais ainda!
AmÉm! yeba yeba yeba
pok
YeBa yEbA YEBA pok
fode mentes
confusão e caos pra todos.
yeba pok yeba yeba
yeba yeba pok yeba
yeba yeba yeba pok
yeba yeba yeba yeba
yeba pok yeba yeba
yeba yeba pok yeba
yeba yeba yeba pok
yeba yeba yeba yeba
yeba pok yeba yeba
yeba yeba pok yeba
yeba yeba yeba pok
yeba yeba yeba yeba
yeba pok yeba yeba
yeba yeba pok yeba
yeba yeba yeba pok
yeba yeba yeba yeba
yeba pok yeba yeba
yeba yeba pok yeba
yeba yeba yeba pok
Yeba é o Senhor!
Pok é mais ainda!
AmÉm! yeba yeba yeba
pok
YeBa yEbA YEBA pok
fode mentes
confusão e caos pra todos.
POK
Senhor da falta de manteiga na hora de arrombar cus de quem dorme com a bunda da mente empinada!
yeba pok yeba yeba
POk amém yeba yeba pok
Senhor da falta de manteiga na hora de arrombar cus de quem dorme com a bunda da mente empinada!
yeba pok yeba yeba
POk amém yeba yeba pok
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Bem, continuando...
Esses dias ando realmente muito suscetível aos sentimentos dos outros. Se um amigo [sim, são poucos, mas eu os encontro] está triste, tudo passa pra mim. O mesmo com alegria, zanga, apatia, etc, etc, etc...
Então, hoje tirei o dia pra eu me recuperar. Comecei acordando cedo, tomando um café frugal, porém saboroso, uma apagada em vários arquivos inúteis no pc e escutar minhas origens musicais. Agora mesmo está tocando "Them", do EP "Uncertain", dos Cranberries, de 1991... Enfim, danem-se as informações técnicas. A música é linda, relaxante... exatamente o que eu estava precisando.
Ah, foda-se
Então, hoje tirei o dia pra eu me recuperar. Comecei acordando cedo, tomando um café frugal, porém saboroso, uma apagada em vários arquivos inúteis no pc e escutar minhas origens musicais. Agora mesmo está tocando "Them", do EP "Uncertain", dos Cranberries, de 1991... Enfim, danem-se as informações técnicas. A música é linda, relaxante... exatamente o que eu estava precisando.
Ah, foda-se
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